segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Aviso: Grupo de E-mails dos Catequistas

Atenção Novos Catequistas!!


     O grupo de e-mails foi criado e seu endereço na web é:

https://groups.google.com/d/forum/crismasantaclara

O nome do grupo é : crismasantaclara@googlegroups.com

     Para participar, faça o login da sua conta do google (orkut, youtube, gmail, docs, etc.), e acesse o endereço citado acima, caso não consiga, envie um e-mail para a caixa de e-mails do grupo (também acima) ou para oliverbrimdjam@gmail.com e aguarde o convite.

obs:  Este grupo de e-mails será usado apenas pelos catequistas da Paróquia.

Vlw!!!

sábado, 10 de novembro de 2012

6. A Resposta Católica: Tatuagem & Piercing


Santos: São Máximo, o Confessor.


São Máximo, o Confessor
Hoje quero apresentar a figura de um dos grandes padres da Igreja do Oriente do período tardio. Trata-se de um monge, São Máximo, ao qual a tradição cristã atribuiu o título de «o confessor» pela intrépida valentia com a qual soube testemunhar – «confessar» –, inclusive com o sofrimento, a integridade de sua fé em Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, salvador do mundo.
Máximo nasceu na Palestina, a terra do Senhor, em torno do ano 580. Desde pequeno, ele se orientou à vida monástica e ao estudo das Escrituras, em parte através das obras de Orígenes, o grande mestre que já no século III havia estruturado a tradição exegética alexandrina.
De Jerusalém ele se trasladou a Constantinopla e de lá, por causa das invasões bárbaras, refugiou-se na África, onde se distinguiu por sua grande valentia na defesa da ortodoxia. Máximo não aceitava que se reduzisse a humanidade de Cristo. Havia nascido a teoria segundo a qual Cristo só teria uma vontade, a divina. Para defender a unicidade de sua pessoa, muitos negavam que tivesse uma autêntica vontade humana. E, à primeira vista, poderia parecer algo bom que Cristo tivesse uma só vontade. Mas São Máximo compreendeu imediatamente que isso teria acabado com o mistério da salvação, pois uma humanidade sem vontade, um homem sem vontade, não é um verdadeiro homem, é um homem amputado. Portanto, o homem Jesus Cristo não teria sido um verdadeiro homem, não teria vivido o drama de ser humano, que consiste precisamente na dificuldade para conformar nossa vontade com a verdade do ser.
Deste modo, São Máximo afirma com grande decisão: a Sagrada Escritura não nos mostra um homem amputado, sem vontade, mas um verdadeiro homem, completo: Deus, em Jesus Cristo, realmente assumiu a totalidade do ser humano – obviamente, exceto no pecado; portanto, também uma vontade humana. Dito assim, pareceria claro: Cristo, é ou não é homem? Se é homem, também tem vontade. Mas então surge o problema: deste modo, não se cai em uma espécie de dualismo? Não se acaba apresentando duas personalidades completas: razão, vontade, sentimento? Como superar o dualismo, conservar a plenitude do ser humano e defender a unidade da pessoa de Cristo, que não era esquizofrênico? São Máximo demonstra que o homem encontra sua unidade, sua integração, a totalidade em si mesmo, mas superando a si mesmo, saindo de si mesmo. Deste modo, em Cristo, ao sair de si mesmo, o homem encontra a si mesmo em Deus, no Filho de Deus.
Não é preciso amputar o homem para explicar a encarnação; basta compreender o dinamismo do ser humano que só se realiza saindo de si mesmo; só em Deus encontramos a nós mesmos, nossa totalidade e plenitude. Deste modo, pode-se ver que o homem que se fecha em si mesmo não está completo; pelo contrário, o homem que se abre, que sai de si mesmo, consegue a plenitude e encontra a si mesmo no Filho de Deus, encontra sua verdadeira humanidade.
Para São Máximo, esta visão não é uma especulação filosófica; ele a vê realizada na vida concreta de Jesus, sobretudo no drama de Getsêmani. Neste drama da agonia de Jesus, da angústia da morte, da oposição entre a vontade humana de não morrer e a vontade divina, que se oferece à morte, realiza-se todo o drama humano, o drama de nossa redenção. São Máximo nos diz, e sabemos que é verdade: Adão (e Adão somos nós) pensava que o «não» era o cume da liberdade. Só quem pode dizer «não» a Deus seria realmente livre; para realizar realmente sua liberdade, o homem deveria dizer «não» a Deus; só assim crê que é ele mesmo, que chegou ao cume da liberdade. A natureza humana de Cristo também levava em si essa tendência, mas a superou, pois Jesus compreendeu que o «não» não é o máximo da liberdade humana. O máximo da liberdade é o «sim», a conformidade com a vontade de Deus. Só no «sim» o homem chega a ser realmente ele mesmo; só na grande abertura do «sim», na unificação de sua vontade com a divina, o homem chega a estar imensamente aberto, chega a ser «divino». Ser como Deus era o desejo de Adão, ou seja, ser completamente livre. Mas não é divino, não é completamente livre o homem que se fecha em si mesmo; ele o é se sai de si, no «sim» chega a ser livre; este é o drama de Getsêmani: «que não se faça minha vontade, mas a tua». Transferindo a vontade humana na vontade divina nasce o verdadeiro homem, e assim somos redimidos. Em poucas palavras, este era o ponto principal que São Máximo queria comunicar e vemos que está em jogo todo o ser humano; está em jogo toda a nossa vida.
São Máximo já tinha problemas na África quando defendia essa visão do homem e de Deus; depois foi chamado a Roma. Em 649, participou do Concílio Lateranense, convocado pelo Papa Martinho I, em defesa da vontade de Cristo, contra o edito do imperador, que, pelo bem da paz – pro bono pracis – proibia discutir sobre esta questão. O Papa Martinho teve de pagar um caro preço por sua valentia: ainda que estivesse enfermo, foi preso e levado a Constantinopla. Processado e condenado à morte, foi-lhe comutada a pena no exílio definitivo de Crimea, onde faleceu em 16 de setembro de 655, após dois longos anos de humilhações e tormentos.
Pouco tempo depois, em 662, foi a vez de Máximo, que também se opôs ao imperador ao repetir: «É impossível afirmar em Cristo uma só vontade!» (cf. PG 91, cc. 268-269). Deste modo, junto a dois discípulos – ambos se chamavam Anastásio –, Máximo foi submetido a um extenuante processo, apesar de que já havia superado os 80 anos. O tribunal do imperador o condenou, com a acusação de heresia, à cruel mutilação da língua e da mão direita, os dois órgãos de expressão, a palavra e os escritos, com os quais Máximo havia combatido a doutrina errada da vontade única de Cristo. Por último, o santo monge, mutilado, foi exilado em Cólquida, no Mar Negro, onde morreu, esgotado pelos sofrimentos, aos 82 anos, em 13 de agosto do mesmo ano.
Falando da vida de Máximo, mencionamos sua obra literária em defesa da ortodoxia. Em particular, nós nos referimos àDisputa com Pirro, antigo patriarca de Constantinopla: nela, conseguiu persuadir o adversário de seus erros. Com muita honestidade, de fato, Pirro concluía assim a Disputa: «Peço perdão da minha parte e da parte de quem me precedeu: por ignorância, chegamos a estes pensamentos e argumentações absurdas; e peço que isso encontre a maneira de cancelar estes absurdos, salvando a memória daqueles que erraram» (PG 91, c. 352).
Chegaram até nós também dezenas de obras importantes, entre as quais se destaca a Mistagogia, um dos escritos mais significativos de São Máximo, que recolhe seu pensamento teológico com uma síntese bem estruturada.
O pensamento de Máximo nunca é só teológico, especulativo, voltado para si mesmo, pois sempre tem como ponto de chegada a realidade concreta do mundo e da salvação. No contexto em que teve de sofrer, ele não podia evadir-se em afirmações filosóficas meramente teóricas; tinha de buscar o sentido da vida, perguntando-se: quem sou? Quem é o mundo? Ao homem, criado à sua imagem e semelhança, Deus confiou a missão de unificar o cosmos. E como Cristo unificou em si mesmo o ser humano, no homem o Criador unificou o cosmos. Ele nos mostrou como unificar na comunhão de Cristo o cosmos e deste modo chegar realmente a um mundo redimido. A esta poderosa visão salvífica se refere um dos maiores teólogos do século XX, Hans Urs von Balthasar, que – «relançando» a figura de Máximo – define seu pensamento com a incisiva expressão de Kosmische Liturgie, «liturgia cósmica». No centro desta solene «liturgia» sempre está Jesus Cristo, único salvador do mundo. A eficácia de sua ação salvadora, que unificou definitivamente o cosmos, está garantida pelo fato de que Ele, apesar de ser Deus em tudo, também é integramente homem, incluindo a «energia» e a vontade do homem.
A vida e o pensamento de Máximo ficam poderosamente iluminados por uma imensa valentia para testemunhar a realidade íntegra de Cristo, sem reducionismos nem compromissos. Deste modo, apresenta o que o homem é realmente, como devemos viver para responder à nossa vocação. Temos de viver unidos a Cristo para ficar deste modo unidos a nós mesmos e ao cosmos, dando ao próprio cosmos e à humanidade sua justa forma.
O «sim» universal de Cristo nos mostra claramente como dar o valor adequado a todos os demais valores. Pensemos em valores hoje justamente defendidos como a tolerância, a liberdade, o diálogo. Mas uma tolerância que deixasse de saber distinguir o bem do mal seria caótica e autodestrutiva. Do mesmo modo, uma liberdade que não respeitasse a dos demais e não encontrasse a medida comum de nossas liberdades seria anárquica e destruiria a autoridade. O diálogo que não sabe sobre o que dialogar se converte em uma palavra vazia.
Todos estes valores são grandes e fundamentais, mas podem ser verdadeiros unicamente se têm um ponto de referência que os une e lhes confere a verdadeira autenticidade. Este ponto de referência é a síntese entre Deus e o cosmos, é a figura de Cristo na qual aprendemos a verdade sobre nós mesmos, assim como o lugar de todos os demais valores, para descobrir seu significado autêntico. Jesus Cristo é o ponto de referência que ilumina todos os demais valores. Este é o ponto de chegada do testemunho deste grande confessor. Deste modo, ao final, Cristo nos indica que o cosmos deve ser liturgia, glória de Deus e que a adoração é o início da verdadeira transformação, da verdadeira renovação do mundo.
Por este motivo, quero concluir com uma passagem fundamental das obras de São Máximo: «Adoramos um só Filho, junto com o Pai e o Espírito Santo, como era antes dos tempos, agora e por todos os tempos, e pelos tempos depois dos tempos. Amém!» (PG 91, c. 269).

  • Fonte: Vaticano
  • sexta-feira, 9 de novembro de 2012

    Notícia: Católicos protegem mulheres contra “caça às bruxas” na África.


    KONIGSTEIN, 30 Out. 12 / 11:07 am (ACI/EWTN Noticias).- Leigos católicos da Zâmbia, na África, assumiram a defesa de várias mulheres que foram acusadas em suas comunidades de participar de rituais de bruxaria, evitando assim que elas sejam assassinadas pelos habitantes locais.

    As acusações de bruxaria se originam devido à ocorrência de graves enfermidades, mortes e outros sérios problemas, que os habitantes costumam relacionar à prática de magia, e acreditam que a forma de deter as desgraças é matando as supostas bruxas.

    Em declarações à organização internacional Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), o Arcebispo de Kasama (Zambia), Ignatius Chama, destacou a crescente participação dos leigos na direção de projetos de justiça social, ajudando de forma particular as mulheres acusadas de bruxaria.

    Dom Chama assinalou que as mulheres acusadas de bruxaria costumam ser golpeadas, como forma de obter a confissão dos seus supostos crimes, enquanto que seus cultivos, animais e outras posses são confiscados.

    O Prelado indicou que “a caça às bruxas ainda é um problema grave na maioria das comunidades”.

    Em junho de 2011, Ketha Chungu, uma mulher de 40 anos, foi golpeada até a morte, ao ser considerada suspeita de ter matado uma menina de três anos com rituais mágicos.

    Dom Chama assinalou que “equipes de Justiça e Paz estão tentando conscientizar as pessoas, criando consciência sobre este tema”.

    O Arcebispo africano indicou que a superstição é a origem do problema da caça às bruxas, por isso remarcou a importância de aumentar a catequese, para que as pessoas se aproximem de Deus em épocas de sofrimento e não acreditem que seus problemas são causados pela bruxaria.

    “Estamos conseguindo resultados, mas (a crença na bruxaria) está enraizada na forma como as pessoas respondem aos problemas do sofrimento”, indicou.

    “Quando um cristão enfrenta problemas, a forma em que enfrenta esses problemas costuma ser similar a como faziam nossos ancestrais”, disse.

    O prelado explicou que “no tema da bruxaria e a caça às bruxas, quando os habitantes enfrentam o problema da doença, o problema da morte, eles preferem realizar uma caça às bruxas, como uma explicação para tais problemas”.

    Por esta razão, Dom Chama destacou o trabalho dos leigos católicos na defesa das mulheres acusadas de bruxaria, principalmente recorrendo à legislação da Zâmbia.

    “Acredito que estamos obtendo resultados, porque eles estão invocando a lei civil, a polícia, os juizes, porque, é obvio, em nosso país há uma lei sobre bruxaria, e nossa equipe de Justiça e Paz está invocando esta lei, e educando as pessoas sobre esta lei”, disse.

    Segundo a lei da Zâmbia sobre a bruxaria, qualquer pessoa que acuse outra de ser um bruxo ou bruxa, ou de causar a morte, ferir ou causar outro danos a terceiros de forma sobrenatural, pode ser multado ou encarcerado por até um ano.

    Aqueles que clamem ser caçadores de bruxas, ou que têm poderes sobrenaturais, para causar medo ou provocar danos, também podem ser castigados pela lei.

    O bispo manifestou estar seguro de que “os leigos estão fazendo progresso, exceto em algumas comunidades que são muito distantes das áreas urbanas”.

    “São os leigos que dirigem os trabalhos de Justiça e Paz em nossas duas diocese de Kasama e Mpika, que localizamos no departamento do Cáritas”, indicou.

    O Arcebispo de Kasama assegurou ainda que “os paroquianos são os que estão à frente, movendo todos os programas adiante”, para proteger a vidadas mulheres no país africano.

    quinta-feira, 8 de novembro de 2012

    Artigo: Católicas na praia e na piscina, com recato, sem vacilação.


    Por A Catequista em 01/11/2012


     55

     647
    musa_do_bope_3
    A leitora Mariele quer saber “se pode ou não usar biquíni em praia“. Antes de partir pra resposta, recomendo que, quem não leu, leia o post “Jovens católicas, valorizem suas curvas!“, que explica a doutrina da Igreja, ou seja, os critérios que devemos usar na hora de comprar roupas e nos vestir.
    Meninas, vamos deixar um pouco de lado este papo de “pode ou não pode”; não é este o caso aqui. Temos sensibilidade e cuca pra pensar! Pra ajudar na reflexão, proponho agora algumas perguntas. Respondam com sinceridade:
    • diante do que a Igreja nos pede – pudor, recato e modéstia – lhe parece adequado usar biquíni, uma peça que expõe a sua virilha, as suas costas, a sua barriga e, na maioria das vezes, uma parte do seu bumbum e dos seios, tudo ao mesmo tempo?
    • um maiô que deixe boa parte do seu fiofó à mostra expressa recato?
    • é tranquilo deixar o bumbum à mostra em público, até pra gente estranha?
    • alguma vez na vida, antes de vestir o biquíni, você já teve aquela sensação de “putz, vou ter mesmo que aparecer assim diante do pessoal da escola/faculdade/trabalho/igreja?”
    tankini_4Vou dar a minha opinião, e serei direta: usando umtanquíni com calcinha grandinha (como o da foto ao lado) as meninas e mulheres ficam bem mais recatadas do que com um biquíni ou com um maiô comum, daqueles cavados atrás.
    Desde criança, eu pensava que era estranho todo o mundo achar normal ficar de calcinha e sutiã na praia (sim, o biquíni nada mais é do que um conjunto de calcinha e sutiã, só muda o tecido). Mas o condicionamento cultural falava mais alto, e eu fazia como todos. Lá pelos 17 anos, passei a usar um modelo de biquíni com a parte de baixo em formato de shortinho, e já me sentia bem melhor só pelo fato de cobrir o forévis.
    Um dia, vi um tanquíni lindo numa vitrine; comprei e comecei a usar logo. Me senti mais “protegida”, decente e bonita com ele. Foi assim que abandonei o biquíni.
    tankini_5
    tanquíni - composto por um shortinho e uma camiseta top – pode ser uma boa solução para nós brasileiras, que praticamente não conseguimos encontrar nas lojas maiôs que cubram todo o bumbum. Outra ideia é colocar por cima de um maiô comum um short de lycra ou tactel.
    Já vi alguns blogs católicos dizerem que é indecente mostrar o colo e as coxas em qualquer ocasião, mesmo na praia. Bem, observo que o Beato João Paulo II tinha uma visão um tanto mais flexível sobre isso. Quando ainda era bispo, Karol Wojtyla publicou um livro chamado “Amor e responsabilidade”. Ali, ele diz quenão é contrário ao pudor usar roupa de banho na praia. Porém, a mesma roupa de banho, por revelar uma “nudez parcial”, seria indecente se usada no meio da rua.
    Mas que tipo de traje de banho ele tinha em mente quando escreveu isso? Biquíni asa delta, certamente, não era! Também não deveriam ser trajes com mangas e cobrindo os joelhos (reparem que ele falou em “nudez parcial”). Em 1960 - quando o livro do futuro papa foi publicado – as mulheres, em geral, frequentavam as praias/piscinas vestidas assim:
    retro_maio_60
    Seguindo a linha de pensamento do bispo Wojtyla, tenho a consciência tranquila ao sugerir a vocês o uso do tanquíni (ou maiô comum com short por cima), que é equivalente a esses modelos 60′s.
    Algumas pessoas levantam e hipótese de Wojtyla ter se equivocado nesse ponto… tudo bem. Afinal, não se trata de nenhum artigo infalível (nem papa ele era nessa época). Mas, a mim, a opinião do JP II parece muito razoável.
    O que não me parece razoável é que leigos – que se fazem “guardiões da fita métrica di Zizuiz” – saiam por aí pregando que o único padrão aceitável de modéstia feminina na praia/piscina é se cobrir tanto como quem vai para uma missa. Segundo alguns blogs, as únicas banhistas recatadas do universo são aquelas que aderem a um PADRÃO DE MODÉSTIA DE 100 ANOS ATRÁS. Sim, porque em 1920 já era raro ver mulheres cobrindo os joelhos e ombros nas praias, e a partir de 1930 quase todas mostravam as coxas.
    fita_metrica_maio_retro_2Apesar de não ver no biquíni uma boa opção, acho tolice demonizá-lo. Essa moda está tão entranhada e é tão bem aceita na nossa cultura, que atacá-la furiosamente (como fazem algumas blogueiras católicas) equivale a chegar numa tribo indígena, onde a nudez é normal, e chamar todo o mundo de despudorado. Isso não é evangelizar, é dar tiro no pé! Alguns maus costumes precisam ser atacados com o chicote; outros, no entanto, são superados mais facilmente por meio de um diálogo franco, sereno e ponderado, sem jamais recuar sobre as verdades de fé.
    Com intenção sincera de ser fiéis aos ensinamentos da Igreja, mais do que correr atrás de regras, devemos tomar consciência do significado das nossas escolhas, inclusive das roupas de praia/piscina. Estas escolhas quase sempre têm consequências – boas ou más – agora e na eternidade. Ao frequentar qualquer ambiente, não esqueçamos jamais de quem somos e a quem pertecemos: o Senhor Jesus.
    Se queres ser perfeito…
    É importante notar que há um modo de vida mais exigente, mais favorável ao cumprimento daquilo que Jesus nos pede: “Sede perfeitos…” (Mt 5:48). E, noconvite ao jovem rico, Jesus revela qual é o caminho mais próximo da perfeição:
    “Se queres ser perfeito, vai, vende teus bens, dá-os aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me!”
    (Mt 19, 21)
    Não é à toa que, até de modo “intuitivo”, todo o povo católico tem especial reverência pelos sacerdotes, religiosos e religiosas. Isso não significa que a vocação do leigo seja desvalorizada – de modo algum! –, mas é natural perceber na opção de uma vida especialmente consagrada a busca pela aproximação mais radical com o modo de vida de Jesus e de Sua Mãe Santíssima.
    Os religiosos e religiosas, justamente por terem sido chamados a ser “sinais” mais eloquentes do testemunho cristão, devem, ao menos em alguns aspectos, viver de acordo com padrões de vida mais estritos, e isso inclui o recato nos trajes. Assim, seria escandaloso que uma freira, por exemplo, entrasse no mar exibindo as suas pernas. As esposas de Jesus curtem as ondas assim, olha que lindas:
    freiras_praia
    Não precisa sem nenhum teólogo pra perceber que as nossas religiosas imitam de modo mais perfeito o pudor e a modéstia de Nossa Senhora. Porém, precisamos nos questionar: faz sentido taxar de “imodestas” as mulheres leigas que não frequentam as praias com o mesmo padrão de recato de uma freira?
    Santa Gemma Galgani, por exemplo, tinha um zelo tão intenso pela sua pureza que, estando gravemente doente, teve que ser examinada à força por um médico. Ela disse que preferia morrer a deixar que fosse descoberta a sua nudez (a castidade era uma entre as muitas virtudes desta grande mística). Mas isso não significa que são despudoradas as mulheres que, apesar de sentirem algum constrangimento, se deixam examinar sem resistência pelo médicos.
    culpa_mulherAo ler certos blogs católicos, algumas jovens passam a se sentir verdadeiras assistentes do capiroto. É terrível quando perdemos a noção de pecado, mas o excesso de escrúpúlos (ver pecado onde não tem) também é danoso para a alma. Uma coisa é indicar os exemplos de virtude elevada; outra coisa é dizer que quem não segue rigorosamente aquele modelo está contrariando a moral católica.
    Então, em vez de gastar seu tempo e energia em buscar se livrar dos verdadeiros pecados – aqueles que realmente tornam a nossa vida, aqui e depois, um Inferno – muitas mulheres são levadas a ter como foco da sua espiritualidade a quantidade de pano que usam. Não me entendam mal: não estou desprezando a importância do pudor nas vestes de praia (estaria sendo incoerente com o que disse antes, além de contrariar o Sagrado Magistério), mas afirmo que há coisas que precisamos “praticar em primeiro lugar, sem contudo deixar o restante” (Mt 23, 23).
    Sejamos recatadas sim, sempre e em todo lugar! Mas façamos isso com graça e naturalidade, SEM AFETAÇÃO. E, acima de tudo, com humildade. Se eu chegasse à conclusão de que o correto mesmo é ir à praia coberta do pescoço aos pés, iria na boa, sem drama. Isso seria fácil! Duro mesmo é me livrar dos espinhos que tantas vezes fustigam a minha alma – a impaciência, o egoísmo, a ingratidão, a preguiça (vou parar aqui pra não perder a moral)…
    Como você deve ter notado, cada blog católico diz uma coisa diferente sobre essa questão. Diante de tantas discordâncias, não se aflija: siga o conselho do Papa Bento XVI aos jovens e procure “bons mestres, guias espirituais que saibam indicar-vos o caminho para a maturidade, pondo de lado o que é ilusório, aparência e mentira”. Blogs não substituem o papel de um bom diretor espiritual; podem, no máximo, te ajudar a colher informações e a refletir. Mas cristianismo de verdade é olho no olho!
    Meninas, me despeço com uma dica final: pelamor de Santa Isabel Channel e pela honra de São Jorge Dior, NÃO USEM MAIÔ DE CRENTE!!! Já vi alguns blogs católicos (das Árábias???) recomendando o uso dessa coisa feia aí da foto abaixo, mas só pode ser sacanagem. Em vez de atrair as pessoas para Cristo, vamos espantar, é sério. Vestida assim, é até perigoso entrar no mar: corre o risco de Iemanjá levar a mulher, pensando que é oferenda.
    Mergulha numa piscina de água benta misinfi, pra exorcisar. Exú da Cafonice Aguda, saia desse corpoooooooo!
    maio_de_crente_2

    terça-feira, 6 de novembro de 2012

    Notícia: Pesquisa do DataSenado: 82% da população brasileira se opõe à legalização do aborto.



    BRASILIA, 01 Nov. 12 / 04:59 pm (ACI).- Repetindo o resultado de sondagens anteriores, uma pesquisa da Agência Senado revelou no último 23 de Outubro que os brasileiros em sua imensa maioria (82%) se opõe à realização doaborto quando a mulher não deseja levar adiante a gravidez. A pesquisa foi feita à luz da reforma do Código Penal, atualmente em debate em Brasilia, e que poderia ampliar as cláusulas em que o crime do aborto não é penalizado no país.

    “Atualmente, a legislação brasileira permite a realização de aborto em casos de estupro ou quando a continuidade da gravidez trouxer risco de morte à mulher. O Supremo Tribunal Federal também autorizou a interrupção da gravidez quando for comprovada a ocorrência de anencefalia – doença caracterizada pela má formação total ou parcial do cérebro do feto. O Código Penal deve estabelecer os casos nos quais o aborto pode ser realizado com amparo legal”, indica a nota da Agência Senado.

    “Segundo 82% dos entrevistados na pesquisa do DataSenado, a lei não deve permitir que uma mulher realize o aborto quando ela não quiser ter o filho”, destaca a nota de imprensa da agência.

    “Por outro lado, diante de circunstâncias específicas, a maior parte das pessoas concorda com a legalização do procedimento. Quando a gravidez for causada por estupro, 78% apoiam a realização do aborto, se for vontade da gestante. Do mesmo modo, quando a gravidez trouxer risco de morte à mulher, 74% manifestaram-se de acordo com a interrupção da gravidez. O aborto também poderia ser realizado dentro da lei, conforme os resultados, nos casos em que os médicos confirmarem que o bebê tem uma doença grave (como a anencefalia) e pode morrer logo depois do nascimento (67%) ou quando a gravidez traz risco à saúde da mulher (62%)”, afirma ainda o texto.

    Para o perito em demografia da organização pró-vida Human Life International, o boliviano Mario Rojas, o resultado da resposta do público diante destas “circunstâncias concretas” não é de surpreender.
    “Não é raro que isto aconteça nas sociedades em que a mídia fala com meias verdades sobre o aborto, afirmando que a sua realização é uma via legítima e eficaz para  diminuir a mortalidade materna”.

    “Está amplamente documentado que a mortalidade materna não tem relação alguma com o fato do ser ou não legalizado, a relação direta está vinculada ao nével de educação da mujer e os serviços obstetricios que antes, durante e depois da gravidez”, assinalou.

    Um estudo citado pelo perito da Human Life International foi realizado no Chile com informação recolhida durante cinqüenta anos e confirmou que um maior acesso ao aborto não produz uma diminuição na taxa de mortalidade materna.

    A pesquisa "Nível de educação das mulheres, instalações da saúde materna, legislação sobre o aborto e mortalidade materna: um experimento natural no Chile desde 1957 até 2007", foi publicada no dia 4 de maio no PLOS One, a maior revista científica do mundo e foi liderado pelo Dr. Elard Koch.

    Uma das descobertas mais importantes da pesquisa foi que, ao contrario do que dizem as hipóteses sustentadas pelos abortistas, desde que o aborto foi declarado ilegal no Chile, no final da década de 1980, a taxa de mortalidade materna diminuiu de 41.3 até 12.7 por cada 100.000 crianças nascidas vivas. Isto significa uma redução de 69,2 por cento.

    O Dr. Elard Koch, epidemiologista e principal autor do estudo, destacou que "definitivamente, a proibição legal do aborto não está relacionada com as taxas globais de mortalidade materna".
    Por outro lado a pesquisa do DataSenada fala ainda que os homens tendem a ser mais favoráveis ao aborto no Brasil que as mulheres: “É interessante ressaltar que, via de regra, os homens mostraram-se mais favoráveis à realização do aborto”.

    “Por exemplo, nas situações em que há risco à saúde da mulher, 66% dos homens apoiam o procedimento, enquanto 58% das mulheres têm essa opinião. Por sua vez, quando a gravidez traz risco de morte à mulher, 69% delas concordam com o aborto, número que sobe para 79% entre o público masculino”, afirma a pesquisa do DataSenado.

    Para ver o estudo do Dr. Elard Koch (em inglês), visite:
    http://www.plosone.org/article/info:doi/10.1371/journal.pone.0036613