Massacre e perseguição religiosa no Egito: mais de 600 pessoas mortas e inúmeras igrejas e instituições cristãs saqueadas e incendiadas por radicais islâmicos
Os conflitos políticos se acirraram no Egito e levaram o país a decretar estado de emergência, ainda na tarde desta quarta-feira, dia 14 de agosto. Houve confrontos armados entre as forças de segurança do governo e defensores do ex-presidente Mohamed Morsi, ligado à Irmandade Muçulmana e deposto no começo do último mês. Até o momento, calcula-se que cerca de 600 pessoas morreram e quase 4000 ficaram feridas.
A cidade de Cairo, capital do país, se tornou um verdadeiro cenário de guerra: na praça Rabaa al-Adawiya, onde os partidários de Morsi se reuniam desde o dia 3 de julho, a destruição foi completa e, só ali, pelo menos 200 pessoas foram mortas; no distrito de Nasr, uma viatura foi lançada da ponte Seis de Outubro e o corpo de um policial foi agredido e arrastado por apoiadores do presidente deposto.
