"Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível." São Francisco de Assis
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quarta-feira, 26 de março de 2014
Por amor a Jesus, ter uma vida de oração
A atividade mais importante para a vida é a oração. Não há nada mais necessário do que conversar com Deus.
Jesus gostava tanto de conversar com o Pai que passava noites inteiras nesse colóquio no alto dos montes da Galileia (cf. Mt 6,9).
"É necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo" (Lc 18,1); "Vigiai e orai para que não entreis em tentação" (Mt 26,41);"Pedi e se vos dará." (Mt 7,7).
Jesus nos deu o exemplo:
"Entretanto espalhava mais e mais a sua fama, e concorriam grandes multidões para o ouvir e ser curadas das suas enfermidades. Mas ele costumava retirar-se a lugares solitários para orar." (Lc 5,15-16).
Orar é uma ordem, um mandamento do Senhor. Sem oração, nenhum de nós fica de pé espiritualmente e ninguém consegue fazer a vontade de Deus. A razão é muito clara: "Porque sem mim nada podeis fazer." (Jo 15,5).
Jesus deixou claro: esse "nada" indica que, por nós mesmos, não conseguiremos fazer o bem e, pior ainda, evitar o mal. São Paulo insistiu:
"É Deus que opera tudo em todos." (1Cor 12,6).
São Tomás de Aquino disse que todas as graças que o Senhor, desde a eternidade, determinou conceder-nos, não as quer concedera não ser por meio da oração. "A oração é necessária", disse o santo, "não para que Deus conheça as nossas necessidades, mas para que fiquemos conhecendo a necessidade que temos de recorrer a Deus, reconhecendo-O como o único autor de todos os bens."
Quando o Senhor manda: "Pedi e se vos dará. Buscai e achareis" (Mt 7,7), no fundo, Ele deseja que reconheçamos que só Ele é o autor dos nossos bens e que, portanto, devemos só a Ele recorrer. É por isso que desagradamos profundamente a Deus todas as vezes que buscamos socorro fora Dele, especialmente nas práticas idolátricas, adivinhação, invocação dos mortos, horóscopo – e em outras práticas, sendo infiéis a Deus.
Toda a tradição da Igreja e as Escrituras condenam toda e qualquer busca de poder fora de Deus, por ser exatamente essa a característica do paganismo (cf. 1 Cor 10,20; Dt 18,10-13).
Por outro lado, aquele que ora, manifesta confiança em Deus, como o salmista disse: "Confia ao Senhor a tua sorte, espera nele: e ele agirá." (Sl 36,5).
O velho Tobias afirmava: "Pede-lhe que dirija os teus passos, de modo que os teus planos estejam sempre de acordo com a sua vontade." (Tb 4,20).
Feliz o cristão que adquiriu o hábito de conversar, coração a coração, familiarmente, com Deus. Isso é orar, falar com Deus coração a coração, em todas as circunstâncias.
Deus quer que conversemos com Ele, diz Santo Afonso de Ligório, e quer ser tratado como amigo íntimo. Ninguém nos ama tanto como Ele e até as nossas pequenas coisas Lhe interessam.
É preciso ser transparente diante do Senhor, abrindo-Lhe o coração com toda a liberdade e confiança. Diz o livro da Sabedoria que "Deus antecipa-se e dá-se a conhecer aos que O desejam." (Sb 6,13).
Artigo: A Oração
Por: DOM EURICO DOS SANTOS VELOSO
ARCEBISPO EMÉRITO DE JUIZ DE FORA, MG.
De modo geral costuma-se definir a oração como um diálogo entre a criatura e o criador e, neste sentido, parece que o mais importante nesse diálogo é aquele que reza.
Todavia esse conceito não exprime a verdade, uma vez que o mais importante na oração não é o eu, a criatura, mas o tu, Deus.
Na oração o agente mais importante, assim é o próprio Deus que vem em auxilio da criatura para libertá-la da escravidão da corrupção e conduzi-la à libertação e à felicidade.
O Catecismo da Igreja Católica nos diz:“A oração é a vida do coração novo e ela deve nos animar a cada momento. Nós, porém, esquecemo-nos daquele que é nossa Vida e nosso Tudo. Por isso os Padres espirituais, na tradição do Deuteronômio e dos profetas, insistem na oração como “recordação de Deus”, despertar freqüente da “memória do coração”: É preciso se lembrar de Deus com mais freqüência do que se respira.” (confira inciso 2697).
Embora pareça que somos nós que temos o impulso de orar, na verdade, esse impulso vem de Deus, por isso São Paulo na Epistola aos Romanos diz: “Também o Espírito vem em auxílio de nossa fraqueza, porque não sabemos pedir o que nos convém. O próprio Espírito é que advoga por nós com gemidos inefáveis.”
ARCEBISPO EMÉRITO DE JUIZ DE FORA, MG.
De modo geral costuma-se definir a oração como um diálogo entre a criatura e o criador e, neste sentido, parece que o mais importante nesse diálogo é aquele que reza.
Todavia esse conceito não exprime a verdade, uma vez que o mais importante na oração não é o eu, a criatura, mas o tu, Deus.
Na oração o agente mais importante, assim é o próprio Deus que vem em auxilio da criatura para libertá-la da escravidão da corrupção e conduzi-la à libertação e à felicidade.
O Catecismo da Igreja Católica nos diz:“A oração é a vida do coração novo e ela deve nos animar a cada momento. Nós, porém, esquecemo-nos daquele que é nossa Vida e nosso Tudo. Por isso os Padres espirituais, na tradição do Deuteronômio e dos profetas, insistem na oração como “recordação de Deus”, despertar freqüente da “memória do coração”: É preciso se lembrar de Deus com mais freqüência do que se respira.” (confira inciso 2697).
Embora pareça que somos nós que temos o impulso de orar, na verdade, esse impulso vem de Deus, por isso São Paulo na Epistola aos Romanos diz: “Também o Espírito vem em auxílio de nossa fraqueza, porque não sabemos pedir o que nos convém. O próprio Espírito é que advoga por nós com gemidos inefáveis.”
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Papa Francisco Convoca Vigília de Oração Pela Paz na Síria e no Mundo
Diante do conflito que assola a Síria, o Papa convoca os cristãos para o jejum e a oração e pede "que todos abandonem as armas e se deixem guiar pelo desejo de paz".
"Nunca mais a guerra!" O Papa Francisco pediu, no domingo, durante a oração do Angelus, que os cristãos – bem como todos "os homens de boa vontade" – rezassem pela paz. "Queremos um mundo de paz, queremos ser homens e mulheres de paz, queremos que nesta nossa sociedade, dilacerada por divisões e conflitos, possa irromper a paz", disse.
O apelo do Pontífice foi feito um dia após o anúncio de Barack Obama de que os Estados Unidos interviriam na Síria, devido a um ataque com armas químicas ocorrido no país. O Santo Padre convocou, para o próximo dia 7 de setembro, "um dia de jejum e de oração pela paz" na Síria, no Oriente Médio e no mundo inteiro. "No dia 7 de setembro, na Praça de São Pedro, aqui, das 19h00 até as 24h00, nos reuniremos em oração e em espírito de penitência para invocar de Deus este grande dom para a amada nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo."
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