segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Notícia: Bispos criticam filme anticatólico e blasfemo de "Bollywood"




Uma imagem do filme blasfemo (capturada do Youtube)
A HAIA, 28 Set. 12 / 03:50 pm (ACI).- A Conferência Episcopal Índia (CEI) expressou seu rechaço e dor pelas brincadeiras contra a Igreja e a fé cristã difundidas no filme "Kamaal Dhamaal Malamaal" (Ria, seja feliz), que estreia hoje e que foi produzido no coração do cinema comercial hindu conhecido como Bollywood.

No filme há cenas que ridicularizam aos sacerdotes e se insultam os símbolos da fé: um presbítero é mostrado como um maníaco da loteria; o Santo Terço é maltratado em todos os lugares; em uma cena o sacerdote faz uso inapropriado da água benta.

Em outra cena o mesmo sacerdote se vê com um monte de notas de dinheiro e com um comportamento nada apropriado ao seu estado sacerdotal.

O porta-voz da CEI, Pe. Domic D'Abrio, em declarações à agência vaticana Fides, assinalou que os Bispos desse país deploram a atitude dos produtores do filme, classificada como cômica-satírica, e estão "entristecidos e adoloridos porque os órgãos competentes, encarregados do controle dos filmes destinados ao público em geral, não realizaram a classificação do filme em questão".

O Pe. D'Ambrio também assinalou que a Conferência Episcopal pediu às autoridades "que garantam o pleno respeito aos símbolos e conteúdos da fé cristã na Índia".

Ante este filme, também reagiram diversas organizações católicas, entre elas o "Catholic Secular Fórum (CSF), que realizou uma marcha, no dia 26 de setembro em Bombay, desde a igreja de São Pedro até a sede do Parlamento regional.

"Com este filme, Bollywood nos ofendeu profundamente", assinalou Joseph Dias, leigo católico responsável pelo CSF, recordando o outro filme, titulado "Kya Superkool Hum Hai" (Somos super geniais), que já ofendeu aos cristãos da Índia.

Além disso, uma delegação de grupos católicos junto ao Pe. Ruben Tellis, representante da Arquidiocese de Bombay, apresentou um memorando ante o Presidente do Conselho Central de Certificação Cinematográfica, exigindo que se retirem as cenas blasfemas do filme, e informou os fatos ao Ministro Federal de Informação e Telecomunicações, Ambika Soni.

Os diversos grupos cristãos pedem a presença de um representante permanente no Comitê de controle, para assim "prevenir tais formas reiterativas de liberdade cinematográfica".

O Pe. Domic D'Abrio advertiu que já "vimos as conseqüências do filme Blasfemo 'A inocência dos muçulmanos'. Os muçulmanos na Índia também estão muito ofendidos e com raiva. Agora são os cristãos os que estão profundamente ofendidos. Tais atos irresponsáveis não deveriam acontecer. A liberdade exige o respeito para todos".

Alguns dias atrás, os católicos na Índia sofreram a profanação da igreja de Santa Maria de Lourdes, no Tamil Nadu, ao sul do país, os responsáveis ainda não foram identificados.

Em resposta a este ataque, em 9 de setembro, os fiéis convocaram um dia de jejum coletivo, no qual participaram 5 mil pessoas, entre eles Bispos e líderes cristãos, que pediram ao governo que proteja as minorias e seus símbolos religiosos.

domingo, 30 de setembro de 2012

Notícia: Imagem do jogador Neymar “crucificado” foi inadequado e inapropriado, afirma secretário geral da CNBB




Dom Leonardo Ulrich Steiner (foto: www.cnbb.org.br/site)
BRASILIA, 28 Set. 12 / 04:21 pm (ACI).- Na tarde desta sexta-feira, 28 de setembro, o secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner, concedeu uma entrevista coletiva na sede da Conferência, em Brasília na qual repudiou a publicação da revista Placar em que faz alusão à imagem de Jesus Cristo crucificado colocando o jogador Neymar, do Santos Futebol Clube, pregado na cruz.

Para o secretário geral da CNBB a revista agiu de maneira inadequada e inapropriada, devido aos graves conflitos que tem atingido alguns países islâmicos por conta da veiculação de um vídeo sobre o profeta Maomé.

“Houve um uso inadequado da imagem da pessoa de Jesus Cristo. Certamente muitos cristãos se sentiram ofendidos, mas nós temos que dizer que foi um uso inadequado, inapropriado da pessoa de Jesus, que para os cristãos é uma pessoa decisiva, é o fundamento da vida dos cristãos, por isso acho que é uma ofensa”, afirmou o secretario da CNBB.

“Depois, o Ocidente todo está marcado por Jesus Cristo crucificado, por isso usar uma imagem de uma pessoa tão decisiva (Jesus) foi um despropósito da revista”, disse Dom Leonardo, que destacou não crer que a população brasileira atue da mesma forma que alguns países islâmicos, como no caso recente do filme sobre o profeta Maomé.

“A população brasileira reage de modo diverso. A nossa cultura é outra, mas certamente sentiremos mais por meio de sites, blogs e mídias sociais, a manifestação contrária a capa da revista. Nós já recebemos manifestações contrárias, e claro, não se espera que essas manifestações se estendam às ruas como tem acontecido em outras culturas”, sublinhou o secretário geral.

O diretor de redação da revista, Maurício Barros, destaca que, embora o crucificado “mais famoso” tenha sido Jesus, “Neymar não está retratado como Jesus Cristo, nem de longe”, na fotomontagem feita pela revista em sua capa. Por sua parte Dom Leonardo Steiner discordou da afirmação do diretor afirmando que a imagem exposta na revista é sim a figura explícita de Jesus Cristo.

“Nós vemos ali os elementos fundamentais da figura de Jesus Cristo. É visível isso na capa. Até porque aparecem os elementos, como o resto da túnica de Jesus que envolve o corpo e o sinal do traspassamento da lança”, disse o prelado.

Em relação ao jogador, o secretário geral do episcopado brasileiro ressalta que não espera que receba manifestações contrárias por causa da revista. “Espero que isso não aconteça (manifestações contra o atleta). O jogador merece todo o respeito. Ele tem a sua dignidade e espero que ele mantenha esta dignidade, este respeito da parte da torcida em relação a ele”.

sábado, 29 de setembro de 2012

Notícia: As agressões contra o islamismo e contra o Cristianismo.


Em tempos onde fazer um filme amador ridicularizando a figura de Maomé provoca violentos protestos mundo afora, em cuja decorrência já foram mortas pelo menos 50 pessoas, é no mínimo curioso ver a recente capa da revista Placar ondeuma imagem de um jogador de futebol pregado numa cruz faz uma debochante referência a Cristo Crucificado.
[A propósito, independente das minhas considerações abaixo, vale a pena seguir a recomendação do texto acima linkado: «[a]cessem a página da revista Placar em que se encontra a notícia da capa e deixem seu comentário. Divulguem para outras pessoas e peçam que façam o mesmo. Não deixem isso passar em branco. E vamos esperar para ver se nossos amigos politicamente corretos dedicarão suas excelsas atenções a esse fato».]
Vou até admitir que o autor da peça publicitária tenha querido apenas fazer uma simples jocosidade inocente. É possível. O que sem dúvidas não é possível, a menos que a capa tenha sido obra de um alienígena ou de alguém recém-saído de um coma profundo que não teve tempo de passar a vista pelos jornais mundiais, é imaginar que esta capa não tenha nenhuma relação com a “guerra santa” que os muçulmanos estão neste momento travando contra o Ocidente por conta do filme de Maomé.
É como se fosse uma tentativa infantil de auto-afirmação. Os [auto-intitulados] Iluminados da Razão gostam de debochar da fé alheia (isto, aliás, faz parte do plano deles de minar a influência religiosa nos povos por meio da dessacralização midiática das coisas sagradas, o que torna os homens menos susceptíveis a levá-las a sério; mas isto é um outro assunto) e, quando os muçulmanos gritaram mais alto e todo mundo começou a ficar pianinho, com medo e com o rabinho entre as pernas, eles se sentiram humilhados e não gostaram. E já que não têm cojonespara peitar o fundamentalismo islâmico, vêm aliviar a sua consciência por meio destes pogrons pseudo-intelectuais contra o Cristianismo. Como se dissessem uns para os outros “viu, a gente não precisa se preocupar, a gente ainda pode fazer piada com a religião dos outros sim, está tudo sob controle”.
A cena me parece comicamente com aquela do início de “Procurando Nemo”, onde o peixe emburrado vai nadando em direção à âncora só porque seu pai lho proibiu, e toca-a com a barbatana unicamente para desobedecer ao pai que acabara de lhe dizer que não a tocasse. É como se alguns meninos tivessem sido atacados por lobos selvagens nos quais brincavam de atirar pedras, e aí voltam pra casa e vão chutar os cães de guarda dos seus pais para, por algum processo de substituição psicológica, vingar nestes a dor das mordidas que sofreram daqueles. Acontece que é uma péssima idéia maltratar os cães domésticos da casa quando há lobos raivosos à ronda. Mesmo que as crianças mimadas não percebam isso.
* * *

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Artigo: A veneração dos santos através de uma perspectiva bíblica


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Começamos em Hebreus 11, versiculo 1: "A fé é uma posse antecipada do que se espera, um meio de demonstrar as realidades que não se vêem. Foi por ela que os antigos deram o seu testemunho. Foi pela fé que compreendemos que os mundos foram organizados por uma palavra de Deus. Por isso é que o mundo visível não tem a sua origem em coisas manifestas."
Aí São Paulo começa a citar um por um dos grandes santos da família de Deus do Antigo Testamento começando com o primeiro mártir, Abel, que tinha oferecido um sacrifício aceito por Deus. E depois Henoc e Noé e Abraão, Isac, Jacó e Sara. Depois continua a falar de Abraão, Isac e Jacó, e todo o sofrimento que eles passaram por que a esperança deles não estava na Jerusalém terrena, mas na Jerusalém celeste; não na terra prometida terrena, mas na celeste.
Então no versículo 23 ele fala sobre Moises e tudo o que ele renunciou para ganhar esta herança gloriosa no céu; e da mesma forma, Israel. E depois Raab, a prostituta de Jericó: até mesmo a fé dela é exaltada. Depois Gedeão, Barac, Sansão, Jefté, Davi, Samuel e os profetas que pela fé conquistaram reinos, receberam promessas, deteram as bocas de leões e acabaram com fogueiras devastadoras, escaparam da espada, tiraram fortaleza da fraqueza, tornaram-se poderosos na guerra, fizeram os exércitos inimigos fugir. Todos os grandes feitos são relembrados não só para passar pela história mas principalmente, como você verá, para inspirar uma fé, esperança e amor maiores em nós.
No versiculo 36: "Outros ainda sofreram a provação dos escárnios, experimentaram o açoite, as correntes e as prisões. Foram lapidados, foram serrados e morreram assassinados com golpes de espada. Levaram vida errante, vestidos com peles de carneiro ou pêlos de cabras; oprimidos e maltratados, sofreram privações. Eles, de quem o mundo não era digno, erravam pelos desertos e pelas montanhas, pelas grutas e cavernas da terra. E não obstante, todos eles, se bem que pela fé tenham recebido um bom testemunho, apesar disso não obtiveram a realização da promessa. Pois Deus previa para nós algo de melhor, para que sem nós não chegassem à plena realização."
Assim, de certa maneira, o advento de Cristo e da economia da Nova Aliança trouxeram uma benção e glória para estes santos do Antigo Testamento maior do que a que eles receberam quando morreram. Algo novo foi inaugurado quando Cristo ressuscitou, quando ele subiu aos céus e quando subiu ao trono. Ele abriu um novo panorama, uma nova porta, a porta de entrada para o céu, para que seus irmãos viessem pra casa. Nós veremos mais adiante como foi colacado neste reino glorioso no céu tronos e neles estão sentados este grandes santos, bem como os santos da Nova Aliança. E eles são sacerdotes, eles testemunham para servir a Cristo e para rezar em nosso favor.
Mas observe que o autor de Hebreus relembra tudo isto para nos inspirar a seguir o exemplo deles. Isto vai ser uma consideração fundamental para entender a base lógica bíblica para a veneração dos santos. Exemplos heróicos inspiram virtudes heróicas. Vejamos Hebreus 12: "Portanto" (um dos mais básicos princípios interpretativos de estudos biblicos, sempre que aparecer a palavra, "portanto", pergunte a si mesmo o que vem a seguir pois basicamente há um resumo de tudo o que foi dito anteriormente e encerra com uma conclusão prática, especialmente na carta aos Hebreus.)"Portanto, também nós, com tal nuvem de testemunhas ao nosso redor, rejeitando todo fardo e pecado que nos envolve, corramos com perseverança para o certame que nos é proposto, com os olhos fixos naquele que é o autor e realizador da fé, Jesus, que, em vez da alegria que lhe foi proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e se assentou à direita do trono de Deus. Considerai, pois, aquele que suportou tal contradição por parte dos pecadores, para não vos deixardes fatigar pelo desanimo. Vós ainda não resististes até o sangue em vosso combate contra o pecado. Vós esquecestes a exortação que vos foi dirigida como a filhos?"
E ele continua a falar sobre a disciplina de Nosso Senhor e a castidade e sofrimento que é próprio aos filhos de Deus para amadurecer e crescer. Então no versículo 12: "Por isso, reerguei as mãos enfraquecidas e os joelhos tropegos; endireitai os caminhos para os vossos pés, a fim de que não se extravie o que é manco, mas antes seja curado."...

Notícia:


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Atenção!!!

     Esta marcado para TERÇA-FEIRA dia 02/10, reunião com o nosso pároco Padre Ataíde para a organização dos eventos da semana missionária, estes eventos são de convocação direta para uma série de atividades necessárias na nossa paróquia, e estão sendo convocados TODOS OS CRISMADOS.

         A reunião acontecerá na Igreja de Santa Clara após a missa das 19h.

Até lá.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Artigo: Protestantes a favor das imagens?


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No séc. XVI, a Reforma Protestante retomou a luta contra as imagens e passou a arrancar e destruir as obras sacras. Alguns historiadores indicam Martinho Lutero como o responsável por tal "violência", ao combater o culto aos santos. Entretanto, tomando contato com alguns livros , parece que a versão tradicional não condiz com a realidade, já que alguns protestantes tradicionais parecem não se posicionar contra o uso das imagens.

O teólogo e historiador luterano Martin N. Dreher, sustenta uma posição bem favorável ao uso das imagens. Seguem alguns trechos em sua obra, em especial do capítulo 5, entitulado "Palavra e Imagem":
"Na primavera de 1522 aconteceu, em Wittenberg, o início de uma das maiores catástrofes na história da humanidade. O conselho da cidade determinara a retirada das imagens das igrejas. Quando se começou a executar a decisão dos conselheiros municipais, a multidão reunida na frente da igreja da cidade invadiu o templo, arrancou as imagens das paredes, quebrou-as e terminou por queimar tudo do lado de fora. Em questão de minutos, uma paixão brutal destruiu o que para gerações de cristãos fora objeto de veneração religiosa. Onde os iconoclastas passaram, os templos ficaram como lavouras após uma chuva de granizo. Igual a uma epidemia o iconoclasmo se alastrava por todas as regiões. E o mais interessante é que são poucos os historiadores que se referem a ele, permitindo que o iconoclasmo continue a ser praticado até os nossos dias. O terrível disso tudo é que cristãos, munidos de machados e martelos, se levantaram contra objetos sacros, em locais consagrados, ante os quais até há pouco se haviam ajoelhado. Cristãos destruíram a linguagem da imagem que durante séculos havia orientado os cristãos. E o culpado pela destruição não foi o povo, mesmo que ele tenha realizado a ação; os culpados foram os pregadores que, a partir do púlpito, incitaram ao iconoclasmo. O mentor intelectual do iconoclasmo em Wittemberg foi Andreas Bodenstein, de Karlstadt. Ardoroso em sua maneira de ser, mas falho no tocante à reflexão sobre a consequência de seus atos, Karlstadt assumiu a direção do movimento reformatório em Wittemberg enquanto Lutero se encontrava no Wartburgo. No inverno de 1521/22, Karlstadt escreveu e publicou livreto com o título 'Da Eliminação das Imagens'. O livro é diminuto, tem poucas páginas, mas teve grandes consequências, provocando a destruição de muitas obras-de-arte. Segundo Karlstadt, não se pode tolerar imagens nas igrejas, pois afrontam o primeiro mandamento. Os 'ídolos de óleo' colocados sobre os altares, são invenção do demônio. Karlstadt tomou posição não somente contra esculturas, mas contra pinturas, a nova tendência na arte do Renascimento e da Reforma. Há autores que consideram Karlstadt o primeiro puritano. Assim, o emergente puritanismo seria responsável pelo iconoclasmo. Um outro momento parece ser importante para entender a onda iconoclasta: o biblicismo. Na Reforma se expressou a convicção de que somente a palavra havia de vencer. Para o mundo da Reforma, que tomava o cristianismo primitivo como norma e exemplo, não podia haver lugar para a imagem. Não é de se admirar que parte considerável do protestantismo tenha assumido as concepções de Karlstadt e que Calvino tenha em sua 'Institutas' um capítulo dedicado a todos os argumentos que podem ser usados contra as imagens. Quais as consequências desse fato? O século XVI não mais entendeu a linguagem das imagens e, por isso, as destruiu, produzindo consequências caóticas e cegueira. [...] Com a retirada das imagens do interior das igrejas protestantes destruiu-se o pensamento simbólico tão constitutivo para o cristianismo. E o pensamento simbólico é pensamento religioso propriamente dito. É na linguagem simbólica que se expressa a experiência do espiritual. Quando essa forma de pensamento não-conceitual deixa de ser usada ou é ridicularizada, produz-se a destruição de uma das disposições religiosas do ser humano. Quando se destruíram as imagens, destruiu-se o elemento que deixa o que é cristão transformar-se em sentimento. A imagem provoca e confirma o pensamento simbólico, sem o qual não se pode imaginar religiosidade viva. Observando imagens religiosas aprendemos a sentir simbolicamente. A melhor forma de introduzir crianças no mundo de concepções cristãs é através de imagens. Quando aprendemos a ver a imagem apenas como 'ídolo', destruímos a percepção para o pensamento simbólico. [...] Quando o ser humano não é mais capaz de pensar e de ver símbolos em uma tradição cristã viva, sua consciência religiosa fica esclerosada. [...] No início, Lutero tinha dificuldades com as imagens e afirmava que seria melhor se não existissem. [...] Mas quando Karlstadt deu início à onda iconoclasta, nela nada mais viu do que vandalismo, que estava prestes a destruir a liberdade evangélica e a reintroduzir a lei. Por isso, Lutero passou pouco depois a afirmar que imagens são memoriais e testemunhos e como tais devem ser toleradas. Além disso, chegou a afirmar que, se pudesse, mandaria pintar toda a Bíblia dentro e fora das casas. Sua postura em favor da pintura e das imagens tornou-se mais do que evidente desde a publicação dos catecismos (1529). As imagens movem a fé das crianças e dos simples. A fé cristã não se dirige, para ele, apenas aos ouvidos, mas também aos olhos das pessoas. A arte sacra deve ser meditada, e meditação não é pensamento lógico. Meditar é silenciar para que Deus possa falar. Nos últimos 500 anos, em razão do iconoclasmo, o pecado humano não tem deixado Deus falar; só fala o homem".
As palavras acima demonstram que o mundo protestante vem se abrindo para o uso das imagens. É interessante notar como a posição de Dreher é semelhante à da Igreja Católica, especialmente por repudiar o iconoclasmo e por reconhecer a importância que as imagens representam para o pensamento abstrato e catequético. Antes disso, em 1956, um congresso luterano lançou a questão: "por que admitir as impressões auditivas na catequese e rejeitar as impressões visuais? Estas parecem ainda mais eficientes do que aquelas".